O ESPELHO DE NARCISO
Espelho
espelho meu
como ousas apontar as marcas em meu rosto
como me dizes velho e feio
se sem mim
– teu amo supremo –
não terias utilidade alguma
se sem minha imagem
tua existência não faria sentido
como
criatura infernal
ousas mostrar-me as rugas que trago
se sem meu rosto refletido em ti
serias nada
serias vazio
como moldura sem tela
Lajeado, RS.
espelho meu
como ousas apontar as marcas em meu rosto
como me dizes velho e feio
se sem mim
– teu amo supremo –
não terias utilidade alguma
se sem minha imagem
tua existência não faria sentido
como
criatura infernal
ousas mostrar-me as rugas que trago
se sem meu rosto refletido em ti
serias nada
serias vazio
como moldura sem tela
Lajeado, RS.






9 Comments:
Algumas vezes, depararmo-nos com o espelho é assustador... Sobretudo o espelho que reflete a alma...
Belíssimos versos!
Abraços.
Ádlei!
Obrigado, meu amigo.
Grande abraço.
Só não se quebra o tal espelho porque dá sete anos de azar, senão...caquinhos.
Abraços espelhados.
Ordisi!
Hehehehehe...
Grande abraço,
*CC*
Olá Claúdio.
Gostei muito do seu blog e, sobretudo, da literariedade contida nos textos.
Quanto ao poema in foco, o que seria do espelho se não houvesse uma imagem, mesmo uma "feiurinha", para refletir?...
Adorei a inversão... você nos leva a vislumbrar a criação poética numa outra perspectiva.
Parabéns!
Grata pela visita,
Hercília Fernandes.
Hercília!
Valeu!
Narciso acabou achando feio o espelho. Caetano vai ter que mudar a letra da canção, porque a Literatura faz tudo mudar...aaaah a poesia!!!
Nilson!
Narciso envelheceu...
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