sexta-feira, 28 de novembro de 2008

O ESPELHO DE NARCISO



Espelho
espelho meu
como ousas apontar as marcas em meu rosto
como me dizes velho e feio
se sem mim
– teu amo supremo –
não terias utilidade alguma
se sem minha imagem
tua existência não faria sentido
como
criatura infernal
ousas mostrar-me as rugas que trago
se sem meu rosto refletido em ti
serias nada
serias vazio
como moldura sem tela



Lajeado, RS.

9 Comments:

Anonymous Ádlei Carvalho disse...

Algumas vezes, depararmo-nos com o espelho é assustador... Sobretudo o espelho que reflete a alma...

Belíssimos versos!

Abraços.

02 Dezembro, 2008 16:32  
Blogger Cláudio B. Carlos (CC) disse...

Ádlei!

Obrigado, meu amigo.

Grande abraço.

02 Dezembro, 2008 19:29  
Blogger Ordisi Raluz disse...

Só não se quebra o tal espelho porque dá sete anos de azar, senão...caquinhos.

Abraços espelhados.

10 Dezembro, 2008 21:56  
Blogger Cláudio B. Carlos (CC) disse...

Ordisi!

Hehehehehe...

Grande abraço,

*CC*

11 Dezembro, 2008 09:02  
Blogger Hercília Fernandes disse...

Olá Claúdio.

Gostei muito do seu blog e, sobretudo, da literariedade contida nos textos.

Quanto ao poema in foco, o que seria do espelho se não houvesse uma imagem, mesmo uma "feiurinha", para refletir?...

Adorei a inversão... você nos leva a vislumbrar a criação poética numa outra perspectiva.

Parabéns!

Grata pela visita,
Hercília Fernandes.

12 Dezembro, 2008 09:05  
Blogger Cláudio B. Carlos (CC) disse...

Hercília!

Valeu!

12 Dezembro, 2008 09:55  
Blogger Nilson Vellazquez disse...

Narciso acabou achando feio o espelho. Caetano vai ter que mudar a letra da canção, porque a Literatura faz tudo mudar...aaaah a poesia!!!

13 Dezembro, 2008 04:00  
Blogger Cláudio B. Carlos (CC) disse...

Nilson!

Narciso envelheceu...

14 Dezembro, 2008 11:01  
Blogger Jorcenita disse...

Esta postagem foi removida pelo autor.

15 Fevereiro, 2009 20:48  

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